10/12/2008

Onde está a avó? - Teatro da Garagem (10 a 14 de Janeiro de 2008)

PARA A INFÂNCIA



ONDE ESTÁ A AVÓ?


DE INÊS VICENTE E RUI DAMAS



© Pedro Magalhães



sobre

Cha- cheira a bú… Cha- cheira a bú… Cha- cheira a bú… Cha- cheira a bolinhos!…

…não conseguindo resistir o actor é tentado a transpor a porta de onde vem o aroma. A partir desse momento entra num mundo de magia e fantasia que o vai fazer viver uma série de peripécias que vão desde o fundo do mar até à lua…

Mas…mas, que porta será esta? Mas… onde está a avó??? E…e onde estão os bolinhos???


FichaArtísticaeTécnica
Criação e Encenação Inês Vicente e Rui Damas Desenhos Pedro Teixeira Actor (Neto) Nuno Loureiro Figuração especial (Avó) Sandra Barros Colaboração especial (Som) Diogo Franco Fotografia Pedro Magalhães


10 a 12 de Dezembro 10h30 11h30 14h00 15h30
13 e 14 de Dezembro 16h30

Teatro Taborda
Costa do Castelo, 75
1100-178 Lisboa

Contactos
Teatro Taborda 21 885 41 90 96 801 52 51 geral@teatrodagaragem.com
Raquel Paz (Produção)
raquelpaz@teatrodagaragem.com


Por favor, faça a sua reserva através dos contactos acima facultados.



TEATRODAGARAGEM


Produção



Tel.: 21 885 41 90 Fax: 21 868 85 50 Telm.: 96 801 52 51


E-mail: raquelpaz@teatrodagaragem.com geral@teatrodagaragem.com




24/08/2008

Sending an S.O.S. to the World

A viragem do século, final dos anos 90, e já vamos a 8 anos do novo século XXI, é marcada cada vez mais pelo uso, abuso, obtuso, intruso da imagem.

Há o fascismo da moda, o elitismo da moda, o facilitismo da moda, o consumismo da moda e todos os outros "ismos" da "oda" que por aí andam nesta sociedade pós-modernista do século XXI.

E cada vez mais me apercebo de algo que entrou mais em voga (e o que entra em voga está na moda - qual "Vogue" que esteja na "Mode")

Esse algo mais que entrou na moda são as pessoas sonsas...

Ainda hoje li uma reportagem sobre os meninos "betos" do pop. Os popstars irreverentes já morreram... Talvez a Amy Winehouse seja de facto uma survivor...

Hoje em dia é "bem" ser-se politicamente correcto. Fazer graffittis onde é permitido fazer graffittis, mijar onde há placas e zonas para mijar. Fazer manifestações em locais previamente definidos para manifestações...

Ou seja, hoje em dia, ser-se sonso já é algo que não é pejorativo. É algo imposto pela sociedade.

Manter uma imagem limpa, de pessoa certa, equilibrada, que não parte um prato, que não tem pensamentos imorais ou amorais, que não f*** nem sai de cima, que dá uma no cravo outra na ferradura (mas tudo isto publicamente) - é a normativa da sociedade pós moderna do séc. XVI...

Antigamente chama-se sonso ou sonsa a alguém que se fazia passar por muito boazinha.
Mas isto é como no pelotão militar: quando um tipo está com o passo trocado, não é concerteza o resto do pelotão que está errado...

Quero eu dizer, que com o alargamento alarve de população sonsa, quem é realmente honesto, irreverente, que diz o que pensa, que sofre flutuações emocionais, que no fundo é humano e vibra com a emoção de viver a vida e de lutar pelo que acredita, esses, os honestos são rotulados de doentes, de malucos. Porque de facto, só uma sociedade que gosta de se auto-anestesiar aprecia um sorriso de plástico em detrimento de uma expressão de raiva genuina...

E viva os sonsos! Só me fazem ter mais orgulho do ser humano que sou! Urraaaaaaa!

17/08/2008

E porque hoje é Domingo

Hoje é Domingo.
Já aqui não vinha escrever nada, nem deambular pelos meus raciocínios desconexos.

Nem sei se isto ainda tem leitores!

É só porque é Domingo.

Pouco ou nada há para fazer, tirando o ritual do cafézinho na esplanada, a consumir cigarros atrás de cigarros sem sequer dar por ela, e indo pelas conversas como quem salta pedras escorregadias num riacho.

É só porque é Domingo que vamos para a "morrinhice" da tarde passada no abafo do "efeito estufa" do café, ou da esplanada ensolarada com o sol que nos dá cabo da cabeça ressacada da noite de Sábado.

E vamos com a pança cheia do almoço de domingo, sabendo que em Agosto estamos talvez de férias na segunda. Mas há quem trabalhe em Agosto e aí, a tarde de "morrinhice" alterna-se com a ansiedade de ter que voltar a ser um ser humano produtivo.

É só o Domingo que nos faz sentir estas coisas.

Não há dia pior na semana do que o Domingo.
Não há dia mais mal aproveitado que o Domingo.

Um dia que começa tarde e acaba cedo.
Um dia desperdiçado em filas de transito, passeios fúteis e ócios impostos pelo facto de ser Domingo.

Há que trabalhe ao Domingo. E esses invejam essa ociosidade de não fazer nenhum ao Domingo.
Mas há quem tenha folgas à segunda, à terça e por aí fora.

Quanto a mim, não há PIOR dia que o Domingo...
(tirando quando qualquer dia da semana é pior que o domingo)

28/05/2008

Galp - A energia positiva (pra quem????)

Não há nada mais interessante do que analisar o video que a Galp promove para apoiar a selecção no próximo Euro.

Ora vejam o video:



Acho que a agência publicitária que fez isto, teve um momento de premonição.
Então não é que agora com o preço a que a gasolina está, realmente, os portugueses se querem levar o Autocarro da Selecção vão ter mesmo que o empurrar????
O pior é que com os aumentos consecutivos, cada português estará demasiado ocupado a empurrar o seu próprio veículo para levar os filhos à escola, para ir ao médico, para ir trabalhar, para ir ao supermercado... E aí a selecção que se amanhe...

A minha leitura deste spot é a seguinte:

O Português é de facto um ser bastante comunitário. Dá-se bem com toda a gente. É o primeiro a tomar a iniciativa no que toca à cooperação. Mas coloca-se sempre na retaguarda. Ou seja, no lugar onde fica o cano de escape do veículo da europa, da Nato, da Onu, de outras coisas...

E o português, de facto une-se para estas coisas do Futebol, das 7 Maravilhas, dos Globos de Ouro...
E quando já não pode mais, cai, sem preocupações, porque haverá um português atrás dele que o ajudará a levantar-se... não para que siga com orgulho, mas porque o português de trás não está pra arcar com o peso do empreendimento sozinho...

Somos portugueses, somos bons. Mas somos murcões...

E ultimamente temos tido na publicidade uma certa "propaganda" para amenizar os protestos e mentalidades mais atentas ao que nos rodeia.

É o "Ri-te morcão" da Frize...
É a "Energia Positiva" da Galp...

Que mais "propaganda" nos enfiarão olhos dentro? Ou que novo escândalo irão engendrar?

17/03/2008

A mulher Tarzan e o Homem Macaco

Pois é... nestas coisas das relações inter-pessoais cada vez está uma selva. E é por isso que muitas vezes encontramos mulheres tarzan e homens macacos.

São o tipo de mulheres e homem, que nas suas incursões pelas selva amorosa, andam de liana em liana ou de galho em galho, mas entre agarrarem a liana seguinte e largarem a liana anterior, existe sempre um momento em que estão a segurar as duas lianas.

A vida na selva ensina-nos que nunca convém largar a liana anterior antes de agarrar a liana seguinte, a não ser que não tenhamos medo de perder as duas e cair estatelados no chão...

07/03/2008

Sobre a felicidade

Buscamos todos os dias a felicidade.
No entanto queixamo-nos da falta dela.
Somos verdadeiramente felizes apenas com o que temos?
Queremos ou não queremos mais do que o que temos?
Seríamos felizes se tivessemos o que queremos?
Ou iremos querer mais do que aquilo que teremos?
Somos felizes do jeito que estamos?
Ou confundimos conformismo com felicidade?
Somos felizes se formos ambiciosos?
Mas somos ambiciosos ao querermos ser felizes depois de ter aquilo que não temos.
Somos felizes por ser ambiciosos? Ou somos ambiciosos em ser felizes?

Somos felizes ou queremos estar felizes?
Estamos felizes ou queremos ser felizes?

Queremos que a paz nos traga felicidade?
Mas tornamo-nos infelizes quando a paz se confunde com monotonia.
Queremos acção quando sentimos monotonia que não nos faz feliz.
Ou somos felizes à sombra do conformismo da monotonia?

Para se ser feliz é necessário estar infeliz
Assim como para acordar é necessário estar a dormir.
E para adormecer é necessário estar acordado.

E Para se ser infeliz é necessário estar feliz...

11/02/2008

O que é "Hoje"?

Hoje acordei a pensar sobre o que é "Hoje"
Hoje nem parece uma palara escrita em Português. H-O-J-E
Mas afinal de contas o que é "Hoje"?
Diz-se que "Hoje" é o dia que vivemos Hoje. E "Ontem" é o "Hoje" que já vivemos.
E "Amanhã" é o Hoje que ainda vamos viver.
Mas só consideramos "Ontem" e "Amanhã" ao momento vivido entre termos adormecido e acordado para um outro dia (o tal "Hoje" que era "Amanhã" e que depois de acordarmos no "Hoje" que vem "Amanhã" passará a ser o "Ontem".

Mas se "Hoje" é o momento que vivemos enquanto estamos acordados, o que será o "Hoje" se eu tirar uma sesta depois do almoço? Continua a ser "Hoje"? Podia ser um novo "Hoje".

Hoje estou a escrever este texto sobre "Hoje" mas amanhã ao ler o texto sei que o escrevi "Ontem". Mas será "Hoje" que o continuarei a ler. Assim como cada um de vós irá ler "Hoje" um texto que já foi escrito "Ontem" ou há vários "Ontens".

Mas fico com a sensação que "Hoje" é algo escorregadio. "Hoje" é só um mero momento efémero.

Vive o dia de Hoje como se não houvesse Amanhã... Mas Amanhã não será Hoje também?
Portanto, se há Hoje, haverá sempre Amanhã.

E se há sempre Amanhã, não deixes para Amanhã o que podes fazer hoje...
Mas aí voltamos ao mesmo problema. Se eu posso fazer "Hoje" não posso deixar para Amanhã? Quando Amanhã chegar, simplesmente vai ser Hoje...

30/01/2008

Nova Mensagem

maddie 

Só digo uma coisa... será????

26/01/2008

as 5 perguntas que eu mais gosto de fazer às pessoas:

Tens vontade de mudar?
Tens coragem para mudar?
Tens o direito de querer mudar?
Sabes para o que é que queres mudar?
Já tentaste?

Lema de vida:

Tudo muda na vida. Até a surda-muda!

17/01/2008

Um pouco de História de Portugal

E agora, vamos aprender um pouco de história em Portugal:


Inquisição em Portugal: Séc XVI

Foi pedida inicialmente por D. Manuel I, para cumprir o acordo de casamento com Maria de Aragão. A 17 de dezembro de 1531, o Papa Clemente VII, pela bula Cum ad nihil magis a instituiu em Portugal, mas um ano depois anulou a decisão. Em 1533 concedeu a primeira bula de perdão aos cristãos-novos portugueses. D. João III, filho da mesma D. Maria, renovou o pedido e encontrou ouvidos favoráveis no novo Papa Paulo III que cedeu, em parte por pressão de Carlos V de Habsburgo.
Em 23 de maio de 1536, por outra bula em tudo semelhante à primeira, foi instituída a Inquisição em Portugal. Sua primeira sede foi Évora, onde se achava a corte. Tal como nos demais reinos ibéricos, tornou-se um tribunal ao serviço da Coroa.
A bula Cum ad nihil magis foi publicada em Évora, onde então residia a Corte, em 22 de outubro de 1536. Toda a população foi convidada a denunciar os casos de heresia de que tivesse conhecimento. No ano seguinte, o monarca voltou para Lisboa e com ele o novo Tribunal. O primeiro livro de denúncias tomadas na Inquisição, iniciado em Évora, foi continuado em Lisboa, a partir de Janeiro de 1537. Em 1539 o cardeal D. Henrique, irmão de D. João III e depois ele próprio rei, tornou-se inquisidor geral do reino.
A Inquisição foi extinta gradualmente ao longo do século XVIII, embora só em 1821 se dê a extinção formal em Portugal numa sessão das Cortes Gerais. Porém, para alguns estudiosos, de forma tendenciosa e pouco científica, a essência da Inquisição original, permaneceu na Igreja Católica através de uma nova congregação: a Congregação para a Doutrina da Fé.


Diz Oliveira Marques em «História de Portugal», tomo I, página 393: «(...) A inquisição surge como uma instituição muito complexa, com objectivos ideológicos, económicos e sociais, consciente e inconscientemente expressos. A sua actividade, rigor e coerência variavam consoante as épocas.»


Em resumo: A inquisição perseguiu Judeus, e dos quais dependiam vários sectores da economia, como por exemplo o comércio.



P.I.D.E. - DGS (Séc XX)


Ficou conhecida por PIDE (sigla de Polícia Internacional e de Defesa do Estado), a principal organização responsável pela polícia política do Estado Novo em Portugal, apesar de esta designação só ter vigorado oficialmente entre 1945 e 1969. Herdou a estrutura, métodos e funções da anterior polícia política, a PVDE (sigla de Polícia de Vigilância e Defesa do Estado), criada em 1933 durante a institucionalização do Estado Novo.
A função da PIDE ia muito mais além da de polícia política, sendo igualmente responsável pelo controlo de estrangeiros e fronteiras, pela informação e contra-espionagem, pelo combate ao terrorismo e pela investigação de crimes contra a segurança do estado.
A Polícia Internacional e de Defesa do Estado (PIDE) foi criada em Portugal em 22 de Outubro de 1946, sendo apresentada como um "organismo autónomo da Polícia Judiciária", nos moldes da Scotland Yard. Na realidade tratou-se de uma polícia política que teve como principal função a repressão de qualquer forma de oposição ao Estado Novo de Oliveira Salazar.
A PIDE exercia actividade em todo o território português no sentido de evitar dissidências nas organizações civis e militares, usando meios e métodos baseados nas técnicas alemãs aplicadas na Gestapo, é considerada por muitos historiadores uma das policias mais eficientes de sempre. Justificava as suas actividades com o combate ao internacionalismo proletário e comunismo internacional. Em 24 de Setembro de 1969 a PIDE foi extinta por Marcello Caetano, sendo substituída pela Direcção-Geral de Segurança (DGS), que por sua vez foi extinta na sequência da Revolução dos Cravos em 25 de Abril de 1974.



Em resumo: A PIDE perseguiu os opositores do regime. Entre eles os apologistas da Democracia, da igualdade, da fraternidade e do poder do povo.






A.S.A.E. (Séc. XXI)


Autoridade de Segurança Alimentar e Económica ou ASAE é a autoridade administrativa que regula as actividades económicas e os produtos alimentares em Portugal (excepto em questões relacionadas com concorrência).
Tem como missão a garantia de legalidade da actuação dos agentes económicos, a defesa da saúde pública e da segurança dos consumidores, velando pelo cumprimento das normas legais que disciplinam as actividades económicas.
A ASAE actua como órgão de fiscalização e de controlo de mercado nas seguintes áreas de intervenção:
Segurança Alimentar;
Turismo e Práticas Comerciais;
Segurança de Produtos e Instalações;
Propriedade Intelectual e Propriedade Industrial.
A ASAE emite regularmente comunicados relacionados com riscos da segurança alimentar. A ASAE funciona coordenadamente com a EFSA (Agência Europeia para a Segurança dos Alimentos).
Como regulador, a ASAE promove diversas acções de fiscalização que asseguram o cumprimento da legislação vigente pelas entidades dos sectores alimentar e não alimentar.
Assume-se como uma entidade que se guia pelos princípios da independência científica, da precaução, da credibilidade e transparência e da confidencialidade.
A ASAE está sedeada em Lisboa, exercendo a sua actividade em todo o território continental português. Nas Regiões Autónomas dos Açores e Madeira essa competência está atribuída aos respectivos órgãos regionais. A sua implantação regional abrange direcções Regionais, das quais dependem Delegações.
Em 2008 entra em vigor a Lei do Tabaco e toda a população foi convidada a denunciar os casos de infracção de que tivesse conhecimento.



Em resumo: A ASAE persegue os pequenos/médios comerciantes, não os expulsando, mas ao fazer cumprir leis que não têm nenhum pragmatismo nem possuem bases realistas, sufocam ao ponto de levar à falência, interrompem festas de casamento por causa dos direitos de autor, recibos verdes ou se o bacalhau esteve ou não de molho o tempo suficiente, estragando um dos momentos mais importantes da vida das pessoas, faz com que os fumadores sejam olhados como criminosos, e ao mesmo tempo, a ASAE possui treino militar ao estilo do FBI.

E a pergunta do dia é:
O QUE É "POLITICAMENTE CORRECTO?"


(Meus amigos, é só uma reflexão - a minha reflexão - tirem as vossas conclusões e partilhem)

Fontes:
Wikipédia
Charley António dos Santos (http://recantodasletras.uol.com.br/resenhasdelivros/744728)

09/01/2008

Teorias da Conspiração.

Não sei se alguém se apercebeu das manobras de "fait-divers" para 2008:



Há que distrair o povo Português dos enrabanços a que nos vão sujeitando.



Pouco antes do 2007 terminar, o caso Maddie já estava a esfriar. Portanto a TV lançava pelos olhos dentro a Família Superstar e o Casamento de Sonho.

Agora que também estas edições terminaram, nada como distrair o povo nas conversas sobre a Lei do Tabaco, enquanto se fecham Urgências, morre malta nos hospitais por falta de atendimento e os juros nos impostos não baixam.

Com o preço do petróleo a aumentar, vamo-nos entretendo a falar de Porta 65 (Arrendamento Jovem), das incursões da ASAE, da Lei do Tabaco em si...

Isto até que o Campeonato de Futebol comece a aquecer, se der, até ao próximo Europeu...

Nada falta no leque de opções de "Fait-divers". O 25 de Abril só se deu porque não havia tanta televisão espalhada por aí, tantos canais a encher o povo de telelixo e a anestesiar a vida dos Portugueses.

Os pais modernos na sua grande maioria põem uma playstation na mão dos putos, um dvd do Ruca ou do Noddy para que estes não lhes assem a paciência.

E nós, somos filhos de um governo paternalista, que nos corta a mesada porque o orçamento familiar está magro, que nos coloca as devidas "playstations" nas mãos, em parceria com as estações de TV (não fossem elas privadas) que nos põem pela madrugada dentro a sonhar em ganhar uns 200 euritos pra ajudar ao orçamento lá de casa...

Mas o paradoxo está aqui. Normalmente os filhos não escolhem os pais que têm. Mas não nos podemos esquecer que podemos escolher quem nos põe a mão no bolso...

Num estado ditatorial e fascizante, quer-se o povo:
- Saudável
- Bem comportado
- Entretido
- Calado
- Sem poder de compra
- Sem poder de escolha

E viva a Monarquia... pelo menos só sustentava uma família...
Agora, com esta Democracia... sustentar a família dos senhores ministros...

Irra c'ua burra!!!!!

08/01/2008

A Lei do Tabaco

Muito se diz sobre a lei do tabaco. Muito se critica. Muito se apoia.
Como fumador, deixo aqui o meu testemunho:

- Compreendo que a Lei sirva para que os fumadores não incomodem nem afectem a saúde dos que os rodeiam.

Ao fim de uma semana com a lei em vigor, com a coisa de andar fora e dentro do café, ora a apanhar o ar condicionado altíssimo, ora o vento frio que soprava lá fora, acabei por apanhar uma gripe que de facto fez com que eu fumasse menos, mas agora ando é a contaminar os que me rodeiam com virose em vez do fumo.

- O que é melhor? Um bêbado chato ou o fumo de um amigo?
Além de que ao "som de um cigarro" se vai desenrolando uma saudável tertúlia, ao "som do copo" a tertúlia descamba em vernáculo e outras obscenidades...

- Que seria de Fernando Pessoa se houvesse ASAE no tempo dele?
Quando fui "forçado" a gostar de Fernando Pessoa no meu tempo da Secundária, não me lembrei que a ASAE poderia ter existido naquele tempo. Muita da herança literária que temos, elaborou-se, conjecturou-se sob grandes lufadas de monóxido de carbono e outras substâncias altamente perigosas para a saúde pública.

- Como abordar uma mulher na discoteca?
Agora já não posso oferecer lume a uma mulher desesperada para que lhe acendam o cigarro. Já não posso esperar que uma mulher me venha cravar um cigarrinho e usar isso como forma de a conhecer melhor... com esta coisa de ter que fumar lá fora, ficamo-nos pela PIOR abordagem de todas: "Tá de chuva não é?"

- O que pior? O fumo do tabaco ou o monóxido de carbono de autocarros e automóveis a diesel?
Pois... O que está dito, está dito...

Meus amigos, a única forma que temos de contornar e conviver com a Lei do Tabaco é a seguinte:
- Deixem de dar nomes como "Café Central" ou "O nosso café" aos vossos estabelecimentos. Chamem-lhes "Café Casino", "Casino Central" "O nosso Casino" e a lei estará do vosso lado.

- Não gastem dinheiro com extractores. Sai mais barato demolir o telhado e ter o café a céu aberto. Se comprarem um guarda-chuva aos ciganos por 5€ têm o vosso investimento garantido.

- Substituam os chocolates (também são maus para o colesterol). Ofereçam pastilhas "Nicorette" ou pensos de nicotina aos vossos clientes.

- Junto à sinalética de Proibição de Entrada a Animais e a Fumadores, coloquem uma sinalética que proiba: Inspectores da Asae, Broncos, Estúpidos, Incultos, Feios, Gordos, Marrecos, Judeus, Políticos e Corruptos. Ah... sem esquecer: Pessoas que cheiram mal dos pés, pessoas que usam after shaves e água de colónia da loja dos 300, pessoas com herpes, com caspa, com cera nos ouvidos, ou com a unhaca do dedo mindinho com sujidade.

Já que estamos numa de criar a sociedade saudável, não se esqueçam:
- Portugal não seria o que é hoje, se os pais destes políticos que inventam estas leis não tivessem frequentado as Casas Nocturnas autorizadas pelo Estado Novo, e com as mães deles homologadas pelo regime.

E tenho dito...