A viragem do século, final dos anos 90, e já vamos a 8 anos do novo século XXI, é marcada cada vez mais pelo uso, abuso, obtuso, intruso da imagem.
Há o fascismo da moda, o elitismo da moda, o facilitismo da moda, o consumismo da moda e todos os outros "ismos" da "oda" que por aí andam nesta sociedade pós-modernista do século XXI.
E cada vez mais me apercebo de algo que entrou mais em voga (e o que entra em voga está na moda - qual "Vogue" que esteja na "Mode")
Esse algo mais que entrou na moda são as pessoas sonsas...
Ainda hoje li uma reportagem sobre os meninos "betos" do pop. Os popstars irreverentes já morreram... Talvez a Amy Winehouse seja de facto uma survivor...
Hoje em dia é "bem" ser-se politicamente correcto. Fazer graffittis onde é permitido fazer graffittis, mijar onde há placas e zonas para mijar. Fazer manifestações em locais previamente definidos para manifestações...
Ou seja, hoje em dia, ser-se sonso já é algo que não é pejorativo. É algo imposto pela sociedade.
Manter uma imagem limpa, de pessoa certa, equilibrada, que não parte um prato, que não tem pensamentos imorais ou amorais, que não f*** nem sai de cima, que dá uma no cravo outra na ferradura (mas tudo isto publicamente) - é a normativa da sociedade pós moderna do séc. XVI...
Antigamente chama-se sonso ou sonsa a alguém que se fazia passar por muito boazinha.
Mas isto é como no pelotão militar: quando um tipo está com o passo trocado, não é concerteza o resto do pelotão que está errado...
Quero eu dizer, que com o alargamento alarve de população sonsa, quem é realmente honesto, irreverente, que diz o que pensa, que sofre flutuações emocionais, que no fundo é humano e vibra com a emoção de viver a vida e de lutar pelo que acredita, esses, os honestos são rotulados de doentes, de malucos. Porque de facto, só uma sociedade que gosta de se auto-anestesiar aprecia um sorriso de plástico em detrimento de uma expressão de raiva genuina...
E viva os sonsos! Só me fazem ter mais orgulho do ser humano que sou! Urraaaaaaa!
24/08/2008
17/08/2008
E porque hoje é Domingo
Hoje é Domingo.
Já aqui não vinha escrever nada, nem deambular pelos meus raciocínios desconexos.
Nem sei se isto ainda tem leitores!
É só porque é Domingo.
Pouco ou nada há para fazer, tirando o ritual do cafézinho na esplanada, a consumir cigarros atrás de cigarros sem sequer dar por ela, e indo pelas conversas como quem salta pedras escorregadias num riacho.
É só porque é Domingo que vamos para a "morrinhice" da tarde passada no abafo do "efeito estufa" do café, ou da esplanada ensolarada com o sol que nos dá cabo da cabeça ressacada da noite de Sábado.
E vamos com a pança cheia do almoço de domingo, sabendo que em Agosto estamos talvez de férias na segunda. Mas há quem trabalhe em Agosto e aí, a tarde de "morrinhice" alterna-se com a ansiedade de ter que voltar a ser um ser humano produtivo.
É só o Domingo que nos faz sentir estas coisas.
Não há dia pior na semana do que o Domingo.
Não há dia mais mal aproveitado que o Domingo.
Um dia que começa tarde e acaba cedo.
Um dia desperdiçado em filas de transito, passeios fúteis e ócios impostos pelo facto de ser Domingo.
Há que trabalhe ao Domingo. E esses invejam essa ociosidade de não fazer nenhum ao Domingo.
Mas há quem tenha folgas à segunda, à terça e por aí fora.
Quanto a mim, não há PIOR dia que o Domingo...
(tirando quando qualquer dia da semana é pior que o domingo)
Já aqui não vinha escrever nada, nem deambular pelos meus raciocínios desconexos.
Nem sei se isto ainda tem leitores!
É só porque é Domingo.
Pouco ou nada há para fazer, tirando o ritual do cafézinho na esplanada, a consumir cigarros atrás de cigarros sem sequer dar por ela, e indo pelas conversas como quem salta pedras escorregadias num riacho.
É só porque é Domingo que vamos para a "morrinhice" da tarde passada no abafo do "efeito estufa" do café, ou da esplanada ensolarada com o sol que nos dá cabo da cabeça ressacada da noite de Sábado.
E vamos com a pança cheia do almoço de domingo, sabendo que em Agosto estamos talvez de férias na segunda. Mas há quem trabalhe em Agosto e aí, a tarde de "morrinhice" alterna-se com a ansiedade de ter que voltar a ser um ser humano produtivo.
É só o Domingo que nos faz sentir estas coisas.
Não há dia pior na semana do que o Domingo.
Não há dia mais mal aproveitado que o Domingo.
Um dia que começa tarde e acaba cedo.
Um dia desperdiçado em filas de transito, passeios fúteis e ócios impostos pelo facto de ser Domingo.
Há que trabalhe ao Domingo. E esses invejam essa ociosidade de não fazer nenhum ao Domingo.
Mas há quem tenha folgas à segunda, à terça e por aí fora.
Quanto a mim, não há PIOR dia que o Domingo...
(tirando quando qualquer dia da semana é pior que o domingo)
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