02/12/2007

O Haiku e o Surrealismo

No início de um novo ano, que geralmente está no início vou dedicar-me à pesquisa da elaboração de Haikus surrealistas.

“O haiku é mais do que uma forma de poesia; é uma forma de ver o mundo. Cada haiku capta um momento de experiência; um instante em que o simples subitamente revela a sua natureza interior e nos faz olhar de novo o observado,
a natureza humana, a vida”. (A. C. Missias, biólogo e poeta americano)

Para quem não sabe, o Haiku é uma forma de síntese poética que tenta captar o que o poeta sente usando o minimo de palavras possível. Distribuídas em 3 versos de 5, 7 e 5 sílabas respectivamente. Exemplo:

Este caminho
Ninguém já o percorre,
Salvo o crepúsculo.

De que árvore florida
Chega? Não sei.
Mas é seu perfume.

Já pensei que o Haiku mais comum em português fosse

Cá vamos indo
nesta vidinha aqui
nada a fazer

Podia-se fazer um Haiku só de um verso com 17 sílabas:

Fooooooooodaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa-se!


No porto, há quem se dedique ao Hayku.

Ouve-se dizer muitas vezes: Hayku Caralho! (Que exprime muito fortemente o que o poeta sente no momento)

Mas a minha inovação é o Haiku Surrealista (Só pra ser moderno)

Nhanhanhanhanha
Nhanhanhanhanhanhanha
Nhanhanhanhanha

Se nos abstraírmos das palavras e imaginar-mos a mancha de texto o Haiku surrealista forma uma figura que se assemelha à posição do dedo indicador e anelar dobrados, acompanhados pelo dedo médio esticado, símbolo de que quando sentimos fortemente algo que no chateia, mostramos a nosso Haiku figurado na própria mão!

Caso para dizer, vai levar no Haiku!

Ps: Este post foi escrito em Dezembro de 2007 (ou seja, ainda não aconteceu)