24/08/2008

Sending an S.O.S. to the World

A viragem do século, final dos anos 90, e já vamos a 8 anos do novo século XXI, é marcada cada vez mais pelo uso, abuso, obtuso, intruso da imagem.

Há o fascismo da moda, o elitismo da moda, o facilitismo da moda, o consumismo da moda e todos os outros "ismos" da "oda" que por aí andam nesta sociedade pós-modernista do século XXI.

E cada vez mais me apercebo de algo que entrou mais em voga (e o que entra em voga está na moda - qual "Vogue" que esteja na "Mode")

Esse algo mais que entrou na moda são as pessoas sonsas...

Ainda hoje li uma reportagem sobre os meninos "betos" do pop. Os popstars irreverentes já morreram... Talvez a Amy Winehouse seja de facto uma survivor...

Hoje em dia é "bem" ser-se politicamente correcto. Fazer graffittis onde é permitido fazer graffittis, mijar onde há placas e zonas para mijar. Fazer manifestações em locais previamente definidos para manifestações...

Ou seja, hoje em dia, ser-se sonso já é algo que não é pejorativo. É algo imposto pela sociedade.

Manter uma imagem limpa, de pessoa certa, equilibrada, que não parte um prato, que não tem pensamentos imorais ou amorais, que não f*** nem sai de cima, que dá uma no cravo outra na ferradura (mas tudo isto publicamente) - é a normativa da sociedade pós moderna do séc. XVI...

Antigamente chama-se sonso ou sonsa a alguém que se fazia passar por muito boazinha.
Mas isto é como no pelotão militar: quando um tipo está com o passo trocado, não é concerteza o resto do pelotão que está errado...

Quero eu dizer, que com o alargamento alarve de população sonsa, quem é realmente honesto, irreverente, que diz o que pensa, que sofre flutuações emocionais, que no fundo é humano e vibra com a emoção de viver a vida e de lutar pelo que acredita, esses, os honestos são rotulados de doentes, de malucos. Porque de facto, só uma sociedade que gosta de se auto-anestesiar aprecia um sorriso de plástico em detrimento de uma expressão de raiva genuina...

E viva os sonsos! Só me fazem ter mais orgulho do ser humano que sou! Urraaaaaaa!

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