07/03/2008

Sobre a felicidade

Buscamos todos os dias a felicidade.
No entanto queixamo-nos da falta dela.
Somos verdadeiramente felizes apenas com o que temos?
Queremos ou não queremos mais do que o que temos?
Seríamos felizes se tivessemos o que queremos?
Ou iremos querer mais do que aquilo que teremos?
Somos felizes do jeito que estamos?
Ou confundimos conformismo com felicidade?
Somos felizes se formos ambiciosos?
Mas somos ambiciosos ao querermos ser felizes depois de ter aquilo que não temos.
Somos felizes por ser ambiciosos? Ou somos ambiciosos em ser felizes?

Somos felizes ou queremos estar felizes?
Estamos felizes ou queremos ser felizes?

Queremos que a paz nos traga felicidade?
Mas tornamo-nos infelizes quando a paz se confunde com monotonia.
Queremos acção quando sentimos monotonia que não nos faz feliz.
Ou somos felizes à sombra do conformismo da monotonia?

Para se ser feliz é necessário estar infeliz
Assim como para acordar é necessário estar a dormir.
E para adormecer é necessário estar acordado.

E Para se ser infeliz é necessário estar feliz...

1 comentário:

Anónimo disse...

Ultimamente o tema da felicidade tem povoado a conversa com um dos meus amigos. Longas conversas sem se chegar a uma conclusão. Óbvio. A nossa/minha geração dos 30 e poucos/muitos foi educada a tudo querer e a tudo ter (uns mais que outros). A assumir que as relações são eternas (se não o forem e porque dá trabalho trocamos por outro gajo/gaja que é melhor...), que os filhos são o melhor do mundo (e são, mas dão muito trabalho, ufa, que tipinhos chatos) e que o trabalho é sempre algo criativo e motivador (ups enganei-me na minha profissão).
Pessoalmente a minha felicidade por ser considerada conformismo que não me importo, tento estar bem com o que tenho e com o que consigo acrescentar à minha vida... e à minha descendência tento passar aquilo que é para mim uma verdade absoluta: a vida não é como a sonhamos aos 15/20 anos, é melhor não julgar os outros e achar que são uns tristes... cada um faz o melhor para dar sentido a uma vida organizada pelo relógio, em que os ritmos pessoais são ignorados.
A minha maior felicidade e fonte de felicidade: os meus filhos e a minha amizade com aquele que é o meu "sócio" nesta vida - o meu maridinho.
e "prontos"!!
Já desabafei, desta vez com um "estranho".
Maria J.