E agora, vamos aprender um pouco de história em Portugal:
Inquisição em Portugal: Séc XVI
Foi pedida inicialmente por D. Manuel I, para cumprir o acordo de casamento com Maria de Aragão. A 17 de dezembro de 1531, o Papa Clemente VII, pela bula Cum ad nihil magis a instituiu em Portugal, mas um ano depois anulou a decisão. Em 1533 concedeu a primeira bula de perdão aos cristãos-novos portugueses. D. João III, filho da mesma D. Maria, renovou o pedido e encontrou ouvidos favoráveis no novo Papa Paulo III que cedeu, em parte por pressão de Carlos V de Habsburgo.
Em 23 de maio de 1536, por outra bula em tudo semelhante à primeira, foi instituída a Inquisição em Portugal. Sua primeira sede foi Évora, onde se achava a corte. Tal como nos demais reinos ibéricos, tornou-se um tribunal ao serviço da Coroa.
A bula Cum ad nihil magis foi publicada em Évora, onde então residia a Corte, em 22 de outubro de 1536. Toda a população foi convidada a denunciar os casos de heresia de que tivesse conhecimento. No ano seguinte, o monarca voltou para Lisboa e com ele o novo Tribunal. O primeiro livro de denúncias tomadas na Inquisição, iniciado em Évora, foi continuado em Lisboa, a partir de Janeiro de 1537. Em 1539 o cardeal D. Henrique, irmão de D. João III e depois ele próprio rei, tornou-se inquisidor geral do reino.
A Inquisição foi extinta gradualmente ao longo do século XVIII, embora só em 1821 se dê a extinção formal em Portugal numa sessão das Cortes Gerais. Porém, para alguns estudiosos, de forma tendenciosa e pouco científica, a essência da Inquisição original, permaneceu na Igreja Católica através de uma nova congregação: a Congregação para a Doutrina da Fé.
Diz Oliveira Marques em «História de Portugal», tomo I, página 393: «(...) A inquisição surge como uma instituição muito complexa, com objectivos ideológicos, económicos e sociais, consciente e inconscientemente expressos. A sua actividade, rigor e coerência variavam consoante as épocas.»
Em resumo: A inquisição perseguiu Judeus, e dos quais dependiam vários sectores da economia, como por exemplo o comércio.
P.I.D.E. - DGS (Séc XX)
Ficou conhecida por PIDE (sigla de Polícia Internacional e de Defesa do Estado), a principal organização responsável pela polícia política do Estado Novo em Portugal, apesar de esta designação só ter vigorado oficialmente entre 1945 e 1969. Herdou a estrutura, métodos e funções da anterior polícia política, a PVDE (sigla de Polícia de Vigilância e Defesa do Estado), criada em 1933 durante a institucionalização do Estado Novo.
A função da PIDE ia muito mais além da de polícia política, sendo igualmente responsável pelo controlo de estrangeiros e fronteiras, pela informação e contra-espionagem, pelo combate ao terrorismo e pela investigação de crimes contra a segurança do estado.
A Polícia Internacional e de Defesa do Estado (PIDE) foi criada em Portugal em 22 de Outubro de 1946, sendo apresentada como um "organismo autónomo da Polícia Judiciária", nos moldes da Scotland Yard. Na realidade tratou-se de uma polícia política que teve como principal função a repressão de qualquer forma de oposição ao Estado Novo de Oliveira Salazar.
A PIDE exercia actividade em todo o território português no sentido de evitar dissidências nas organizações civis e militares, usando meios e métodos baseados nas técnicas alemãs aplicadas na Gestapo, é considerada por muitos historiadores uma das policias mais eficientes de sempre. Justificava as suas actividades com o combate ao internacionalismo proletário e comunismo internacional. Em 24 de Setembro de 1969 a PIDE foi extinta por Marcello Caetano, sendo substituída pela Direcção-Geral de Segurança (DGS), que por sua vez foi extinta na sequência da Revolução dos Cravos em 25 de Abril de 1974.
Em resumo: A PIDE perseguiu os opositores do regime. Entre eles os apologistas da Democracia, da igualdade, da fraternidade e do poder do povo.
A.S.A.E. (Séc. XXI)
Autoridade de Segurança Alimentar e Económica ou ASAE é a autoridade administrativa que regula as actividades económicas e os produtos alimentares em Portugal (excepto em questões relacionadas com concorrência).
Tem como missão a garantia de legalidade da actuação dos agentes económicos, a defesa da saúde pública e da segurança dos consumidores, velando pelo cumprimento das normas legais que disciplinam as actividades económicas.
A ASAE actua como órgão de fiscalização e de controlo de mercado nas seguintes áreas de intervenção:
Segurança Alimentar;
Turismo e Práticas Comerciais;
Segurança de Produtos e Instalações;
Propriedade Intelectual e Propriedade Industrial.
A ASAE emite regularmente comunicados relacionados com riscos da segurança alimentar. A ASAE funciona coordenadamente com a EFSA (Agência Europeia para a Segurança dos Alimentos).
Como regulador, a ASAE promove diversas acções de fiscalização que asseguram o cumprimento da legislação vigente pelas entidades dos sectores alimentar e não alimentar.
Assume-se como uma entidade que se guia pelos princípios da independência científica, da precaução, da credibilidade e transparência e da confidencialidade.
A ASAE está sedeada em Lisboa, exercendo a sua actividade em todo o território continental português. Nas Regiões Autónomas dos Açores e Madeira essa competência está atribuída aos respectivos órgãos regionais. A sua implantação regional abrange direcções Regionais, das quais dependem Delegações.
Inquisição em Portugal: Séc XVI
Foi pedida inicialmente por D. Manuel I, para cumprir o acordo de casamento com Maria de Aragão. A 17 de dezembro de 1531, o Papa Clemente VII, pela bula Cum ad nihil magis a instituiu em Portugal, mas um ano depois anulou a decisão. Em 1533 concedeu a primeira bula de perdão aos cristãos-novos portugueses. D. João III, filho da mesma D. Maria, renovou o pedido e encontrou ouvidos favoráveis no novo Papa Paulo III que cedeu, em parte por pressão de Carlos V de Habsburgo.
Em 23 de maio de 1536, por outra bula em tudo semelhante à primeira, foi instituída a Inquisição em Portugal. Sua primeira sede foi Évora, onde se achava a corte. Tal como nos demais reinos ibéricos, tornou-se um tribunal ao serviço da Coroa.
A bula Cum ad nihil magis foi publicada em Évora, onde então residia a Corte, em 22 de outubro de 1536. Toda a população foi convidada a denunciar os casos de heresia de que tivesse conhecimento. No ano seguinte, o monarca voltou para Lisboa e com ele o novo Tribunal. O primeiro livro de denúncias tomadas na Inquisição, iniciado em Évora, foi continuado em Lisboa, a partir de Janeiro de 1537. Em 1539 o cardeal D. Henrique, irmão de D. João III e depois ele próprio rei, tornou-se inquisidor geral do reino.
A Inquisição foi extinta gradualmente ao longo do século XVIII, embora só em 1821 se dê a extinção formal em Portugal numa sessão das Cortes Gerais. Porém, para alguns estudiosos, de forma tendenciosa e pouco científica, a essência da Inquisição original, permaneceu na Igreja Católica através de uma nova congregação: a Congregação para a Doutrina da Fé.
Diz Oliveira Marques em «História de Portugal», tomo I, página 393: «(...) A inquisição surge como uma instituição muito complexa, com objectivos ideológicos, económicos e sociais, consciente e inconscientemente expressos. A sua actividade, rigor e coerência variavam consoante as épocas.»
Em resumo: A inquisição perseguiu Judeus, e dos quais dependiam vários sectores da economia, como por exemplo o comércio.
P.I.D.E. - DGS (Séc XX)
Ficou conhecida por PIDE (sigla de Polícia Internacional e de Defesa do Estado), a principal organização responsável pela polícia política do Estado Novo em Portugal, apesar de esta designação só ter vigorado oficialmente entre 1945 e 1969. Herdou a estrutura, métodos e funções da anterior polícia política, a PVDE (sigla de Polícia de Vigilância e Defesa do Estado), criada em 1933 durante a institucionalização do Estado Novo.
A função da PIDE ia muito mais além da de polícia política, sendo igualmente responsável pelo controlo de estrangeiros e fronteiras, pela informação e contra-espionagem, pelo combate ao terrorismo e pela investigação de crimes contra a segurança do estado.
A Polícia Internacional e de Defesa do Estado (PIDE) foi criada em Portugal em 22 de Outubro de 1946, sendo apresentada como um "organismo autónomo da Polícia Judiciária", nos moldes da Scotland Yard. Na realidade tratou-se de uma polícia política que teve como principal função a repressão de qualquer forma de oposição ao Estado Novo de Oliveira Salazar.
A PIDE exercia actividade em todo o território português no sentido de evitar dissidências nas organizações civis e militares, usando meios e métodos baseados nas técnicas alemãs aplicadas na Gestapo, é considerada por muitos historiadores uma das policias mais eficientes de sempre. Justificava as suas actividades com o combate ao internacionalismo proletário e comunismo internacional. Em 24 de Setembro de 1969 a PIDE foi extinta por Marcello Caetano, sendo substituída pela Direcção-Geral de Segurança (DGS), que por sua vez foi extinta na sequência da Revolução dos Cravos em 25 de Abril de 1974.
Em resumo: A PIDE perseguiu os opositores do regime. Entre eles os apologistas da Democracia, da igualdade, da fraternidade e do poder do povo.
A.S.A.E. (Séc. XXI)
Autoridade de Segurança Alimentar e Económica ou ASAE é a autoridade administrativa que regula as actividades económicas e os produtos alimentares em Portugal (excepto em questões relacionadas com concorrência).
Tem como missão a garantia de legalidade da actuação dos agentes económicos, a defesa da saúde pública e da segurança dos consumidores, velando pelo cumprimento das normas legais que disciplinam as actividades económicas.
A ASAE actua como órgão de fiscalização e de controlo de mercado nas seguintes áreas de intervenção:
Segurança Alimentar;
Turismo e Práticas Comerciais;
Segurança de Produtos e Instalações;
Propriedade Intelectual e Propriedade Industrial.
A ASAE emite regularmente comunicados relacionados com riscos da segurança alimentar. A ASAE funciona coordenadamente com a EFSA (Agência Europeia para a Segurança dos Alimentos).
Como regulador, a ASAE promove diversas acções de fiscalização que asseguram o cumprimento da legislação vigente pelas entidades dos sectores alimentar e não alimentar.
Assume-se como uma entidade que se guia pelos princípios da independência científica, da precaução, da credibilidade e transparência e da confidencialidade.
A ASAE está sedeada em Lisboa, exercendo a sua actividade em todo o território continental português. Nas Regiões Autónomas dos Açores e Madeira essa competência está atribuída aos respectivos órgãos regionais. A sua implantação regional abrange direcções Regionais, das quais dependem Delegações.
Em 2008 entra em vigor a Lei do Tabaco e toda a população foi convidada a denunciar os casos de infracção de que tivesse conhecimento.
Em resumo: A ASAE persegue os pequenos/médios comerciantes, não os expulsando, mas ao fazer cumprir leis que não têm nenhum pragmatismo nem possuem bases realistas, sufocam ao ponto de levar à falência, interrompem festas de casamento por causa dos direitos de autor, recibos verdes ou se o bacalhau esteve ou não de molho o tempo suficiente, estragando um dos momentos mais importantes da vida das pessoas, faz com que os fumadores sejam olhados como criminosos, e ao mesmo tempo, a ASAE possui treino militar ao estilo do FBI.
E a pergunta do dia é:
Em resumo: A ASAE persegue os pequenos/médios comerciantes, não os expulsando, mas ao fazer cumprir leis que não têm nenhum pragmatismo nem possuem bases realistas, sufocam ao ponto de levar à falência, interrompem festas de casamento por causa dos direitos de autor, recibos verdes ou se o bacalhau esteve ou não de molho o tempo suficiente, estragando um dos momentos mais importantes da vida das pessoas, faz com que os fumadores sejam olhados como criminosos, e ao mesmo tempo, a ASAE possui treino militar ao estilo do FBI.
E a pergunta do dia é:
O QUE É "POLITICAMENTE CORRECTO?"
(Meus amigos, é só uma reflexão - a minha reflexão - tirem as vossas conclusões e partilhem)
Fontes:
Wikipédia
Charley António dos Santos (http://recantodasletras.uol.com.br/resenhasdelivros/744728)
(Meus amigos, é só uma reflexão - a minha reflexão - tirem as vossas conclusões e partilhem)
Fontes:
Wikipédia
Charley António dos Santos (http://recantodasletras.uol.com.br/resenhasdelivros/744728)

2 comentários:
Imagina uma gruta e 3 primitivos. (já está?). E agora 100 grutas e 300 primitivos. E agora 1000 grutas e 3000 primitivos, e por ai adiante. Cada um desses primitivos (que estou certa imaginaste pormenorizadamente com o osso na cabeça e etc. e tal) procurava após cada caçada pintar nas paredes da gruta o seu búfalo, bem como colocar a pele do bicho a secar na zona mais quente, com mais sol, e acima de tudo lutavam pela primazia de cozinhar a carne em 1º lugar na fogueira que alumiava a gruta. A lei era, naturalmente, a do mais forte. Mas, numa gruta estranha (aquela mais no cantinho da montanha), os primitivos decidiram a passagem a permissivos e instituíram um acordo que beneficiasse a maioria.
Maioria-MAIORIa…(salto)…DEMOCRACIA.
Mas a pintura nas paredes, (as dos búfalos), era um aspecto complicado numa gruta como aquela, todos muito criativos atropelavam-se na procura de parede livre. Organizaram-se: Búfalos grandes, grandes extensões de parede, bichos com menos de um quilo não tinham direito a pinturas (não sei como é que eles aferiam este peso??).
Conclusão: das regras nasceram as punições (20 cabeçadas na parede rochosa) a quem não cumprisse o acordo.
(mais um salto)…Inspecção/fiscalização…
Pode-se questionar a regra/lei (aliás deve-se) mas, a manutenção da democracia e do princípio de igualdade, também passa necessariamente pela verificação da sua aplicação. Parece-me menos incorrecto politicamente a existência da ASAE quando comparada com a ausência de fiscalização em áreas como por exemplo a ambiental.
As leis são discutíveis, mas a injustiça de uns cumprirem e outros impunemente não também me parece altamente discutível. Quanto às festas de casamento…bem não vou dizer…por outro lado também concordo que queixinhas=SECAS…e… é tão bom fumar em sítios abrigados.
SMestreC.
Bem!!
Pelo que podemos constatar na propria historia do planeta terra, verificámos que em todas as eras houveram regras(seja a da Lei do mais forte ou da Lei do mais fraco;)).
Concordo plenamente com o facto de serem intituidas regras/leis, que permitem um convivio mais saudavel e cordial entre os seres humanos, uma vez que o bom senso e o altruismo nao impera, de todo, na actual sociedade em que vivemos.
Apenas peço, como contribuinte que sou, que nao criem mais injustiça ou angustia do que aquela que já existe.
Criem regras e leis à vontade, mas com principio, meio e fim. Não ajudem na desigualdade que por si só já cresce e floresce nas cabecinhas de cada um de nós, tal erva daninha no jardim.
Ah! E principalmente, parem de usar o poder que têm para lixar o proximo e conseguir o que querem.
Muito feio meus meninos!...lol
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